Descrição
Autor(es):
Luís de Magalhães – Clara Crabbé Rocha
Descrição:.
Filho de José Estevão, Luís de Magalhães ( Lisboa, 1859-1935 ) situa-se histórica e esteticamente na geração realista de 70. A sua vida reparte-se pela atividade literária, política e jornalística. Em 1880 fundou com A. Feijó a Revista Cientifica e Literária, de cunho positivista. Nela publicoou os Primeiros Versos ( 1880 ), em como os ensaios críticos « Sonetos de Antero de Quental » e « O romance realista e a estética positiva ». Seguiu-se a publicação de As Navegações ( poemeto, 1881 ). Odes e Canções ( 1884 ) D. Sebastião ( poema nacionalista de 1898, que propõe uma interpretação simbólica de mito sebástico ). O Brasileiro Soares ( romance, 1886 ). Os Cantos do Estio e do Outono ( 1908 ) e Frota de Sonhos ( 1924 ). Influenciado pelo pensamento doutrinário e estético de autores como o Victor Hugo de La Légende des Siécles, Antero, Teófilo Braga e sobretudo Eça,Luís de Magalhães exprime em alguns dos seus prefácios e atualiza na sua prática literária principio como o repúdio do « subjectivismo metafísico » romãntico, a defesa do progressismo e do evolucionismo, a imagem do poeta moderno, « percursor da ideia » segundo a sugestão de Antero, o triunfo do pensamento humano, a arte social e o cientifismo naturalista. No que toca à atividade política, o nosso autor tomou parte ativa nos movimentos de protesto contra o Ultimatum inglês. Uma reedição d`O Brasileiro Soares ( publicado pela primeira vez em 1886, Porto, Livraria Chardron ) justifica-se por várias razões: antes de mais pelo interesse da leitura do romance no panorama intertextual do realismo e do naturalismo em Portugal, por ele ser possuidor, no dizer de Eça das duas « qualidades surpremas » da obra e Arte: « a realidade bem observada e a observação bem exprimida », por outro lado, pelo seu lugar específico na galeria intertextual dos retratos de « brasileiros » na literatura portuguesa, desde o « mineiro » satirizado pelo Judeu nas Guerras do Alecrim e da Manjerona, até ao emigrante de Ferreira de Castro: e por último, pela intenção de divulgar a carta-prefácio de Eça de Queirós que apadrinha o romance, e publicada também nas Notas Contemporâneas, que constitui um importante texto teórico de crítica à estética romântica e de defesa do programa naturalista.
Editora:
Imprensa Nacional – Casa da Moeda
Estado:
Em estado novo, nunca aberto ou usado.
Informação de envio:
Portes incluídos no valor anunciado (Correio Normal para Portugal Continental).








